Este capítulo não existe nos manuais de marca normais, e é o mais
importante deste. A Visual Up é vista por muito mais gente na rua do que
no site: uma carrinha estacionada uma semana à porta de um prédio é o
maior meio de comunicação que a empresa tem, e não custa nada por mês.
A hierarquia da rua
A que distância se lê o quê. É isto que decide o tamanho da marca em cada
superfície, não o gosto de quem manda imprimir.
50 m
A cor. Uma mancha âmbar suspensa numa fachada
escura. Ninguém lê nada a esta distância: só reconhece que há alguém a
trabalhar em altura.
20 m
O símbolo. Na carrinha e no capacete. É por
isto que a versão a uma cor tem de funcionar sozinha, sem o wordmark.
5 m
O nome. «VISUAL UP» na lateral da carrinha e
nas costas do colete. Aqui já se lê, e é aqui que a pessoa decide se
procura no telemóvel.
1 m
O contacto. Número de telefone na placa de
obra e no cartão. Só a esta distância, e sempre em basalto sobre claro.
As quatro superfícies
Carrinha
Basalto integral, marca em âmbar a ocupar cerca de metade da altura
do painel lateral, alinhada pela linha de cintura. Sem lista de serviços,
sem morada, sem endereço de email. Nome e número, e mais nada: quem vê
está a passar de carro.
A corrigir
A carrinha atual usa um wordmark direito, diferente do itálico do
logótipo. Na próxima decoração passa a usar o ficheiro
logotipo-horizontal-mono.svg.
Fardamento
O colete já é âmbar por obrigação legal, e é a maior sorte que esta
marca tem: a cor de segurança e a cor da marca são a mesma. Marca em
basalto ao peito, à esquerda, com 12 cm de largura. Nas costas, só o
nome em caixa alta com 22 cm, legível a cinco metros do passeio.
Capacete
Só o símbolo, nunca o lockup: a superfície é curva e o wordmark
deforma. Em basalto sobre o âmbar do capacete, na frente, com 6 cm de
largura. Nada de autocolantes de fornecedor por cima.
Obra em curso
Trabalhos em altura por acesso em cordas
Não estacione nem permaneça sob a zona
sinalizada. Previsão de conclusão: 12 de setembro.
Visual Up · 966 210 909
Placa de obra
A peça que os moradores leem todos os dias durante uma semana.
Papel claro, marca no topo, aviso primeiro e cortesia depois. A data de
conclusão vai escrita, e é por isso que ela tem de se cumprir.
A regra que atravessa tudo
Na rua, a marca é a cor e a forma. O texto vem depois, e quase
nunca é preciso.
Um colete âmbar a trinta metros do chão já diz Visual Up a quem viu a
carrinha lá em baixo. Essa ligação é o ativo de marca mais valioso que
esta empresa tem, e destrói-se de duas maneiras: mudando a cor, ou
deixando outra empresa qualquer usar a mesma na mesma rua. A primeira
depende de nós. A segunda é o argumento para usar o âmbar sempre, em todo
o lado, sem exceção.
O que falta comprar e decidir
Decisões pendentes
Se as costas do colete levam nome ou nome mais número de telefone.
Se a placa de obra é reutilizável, com a data escrita a marcador, ou
impressa por obra.
A confirmar com a empresa
Se o âmbar do colete comprado bate com o #FFB703
ou se é o amarelo normativo de alta visibilidade, que é mais esverdeado.
Se for diferente, a regra passa a ser essa e o sistema segue o colete:
é o objeto que mais gente vê.